sábado, 12 de novembro de 2011

A Regência Una  e as revoltas do período regencial

Turma: 7ª C

Carga horária: 50 minutos
    
Ministrantes: Allane Cruz, Jéssica Monique e Irlana Manuela;

Duração: 150 minutos ( Equivalente a três aulas)

Conteúdo:

- A Regência Una e Insatisfação Geral

- As revoltas do período regencial: - Farroupilha, Sabinada, Balaiada, Cabanagem;

Habilidades:

Relatar as transformações ocorridas após a Regência Una que culminaram na crise econômica, Identificar os motivos de que levaram Pe. Feijó a renunciar à regência e compreender os motivos que levaram a crise econômica da época, explanar sobre as revoltas do período regencial e a sua importância para o processo de autonomia dos estados.

Competências: Apresentar um pouco da biografia política de Pe. Feijó, descrever como foi importante a regência e quais foram as suas conseqüências para a nação.

Metodologia: Aula expositiva oral, fazendo a ponte entre o passado e o presente, tentando exemplificar os fatos ocorridos no passado com fatos que acontecem na atualidade, incluindo a biografia do Pe. Feijó para mostrar a sua influência política.

Recursos: Lousa e pincel;
   
Texto de Apoio
O Ato adicional e a Regência Una


     Nossa aula começa com o ato adicional que foi uma reforma na Constituição para atender aos dois grupos políticos da época: moderados e exaltados.
     Os exaltados conseguiram extinguir o Conselho de Estado que como vocês viram na aula passada era o reduto dos restauradores (antigo Partido Português) e ainda aumentar a autonomia das Províncias com a criação das Assembléias Legislativas Provinciais.
    Já os moderados garantiram que fosse mantido o poder moderador e o Senado vitalício. A partir daí notamos que a reforma na Constituição viria para fortalecer as duas correntes políticas brasileiras.
    Com a mudança para a Regência Una os moderados garantiram um governo ainda mais centralizado.
    A morte de Dom Pedro I em setembro de 1834 aos 36 anos em Portugal a causa restauradora finalmente teria um fim, pois queria o retorno de D. Pedro como Regente brasileiro. Com isso alguns restauradores unem-se aos moderados apoiando a volta da Constituição de 1824 que garantia o poder absoluto ao Regente, eliminando dessa forma o Ato Adicional decretado no mesmo ano que dava autonomia as províncias.  Esse grupo passou a ser conhecido como Regressistas. Então o novo quadro político que se configurou após a morte de D. Pedro I foi de três grupos políticos: exaltados e moderados (brasileiros) e regressistas (de portugueses só que coligados aos moderados).
    Após todas essas transformações ocorridas no Brasil com a ida de D. Pedro para Portugal e após sua morte o Brasil passa por insatisfações tanto populares quanto econômicas no território.
    Padre Feijó (que foi ex-ministro da justiça na regência trina e criador da guarda nacional assume a regência única.
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Pe.Diogo Antônio Feijó
Google imagens
     A mudança a crise econômica no interior das províncias exaltava os ânimos da população criando sentimentos anti lusitanos e idéias separatistas, o que ocasionou diversas revoltas estimuladas pelas forças locais. Havendo assim o risco da desintegração do Império em várias Repúblicas.
    Essa nova realidade os liberais exaltados se unem a uma parte dos moderados e formam o Partido progressista e posteriormente o Partido Liberal. Enquanto que outra parte dos moderados juntamente com os regressistas forma o Parido Conservador. Note-se que nessa fase formam-se esses dois grupos políticos.
   A união dessas duas forças Feijó fica isolado, pois suas medidas de contenção da fragmentação do país causam indignação geral, já que para os liberais as medidas de censura e perseguição aos inimigos impostas por Feijó eram considerados pelo grupo como autoritária e excessiva. E para os Conservadores ele era considerado liberal, pois, contrário principalmente à escravidão, portanto não agradava nenhum dos grupos.
   A falta de apoio e os conflitos acontecendo em algumas Províncias o Padre renuncia em 1837, 2 anos após assumir o cargo, sendo substituído pelo regressista Araújo Lima que teve como teve como característica principal do seu governo a centralização do poder e a diminuição da importância das Assembléias Provinciais.
   O agravamento da situação econômica e o anseio das camadas popular e média, por uma maior participação política, vão gerar revoltas em vários pontos do país, sempre esmagadas com rigor pelas forças governistas.

Cabanagem


www.multirio.rj.gov.br
       A revolta da Cabanagem ocorreu na província do Grão-Pará em 1835, onde homens e mulheres pobres, negros, índios e mestiços que trabalhavam na extração de produtos da floresta e se encontravam em situação de miséria.
      
      Como moravam em cabanas a rebelião ficou conhecida como cabanagem.  Lutavam por maior participação política e melhores condições de vida, no começo foram apoiado por grandes fazendeiros que queriam exportar os produtos da região como: Cacau, madeira, ervas aromáticas e peles, sem que fossem limitados pelo império, porém quando perceberam que as idéias que prevaleciam entre os membros do movimento eram o fim da escravidão e a distribuição das terras entre o lavradores, deixaram de apoiar o movimento.
Os Fazendeiros não queriam o fim da escravidão
Google Imagens
      A cabanagem teve como um dos chefes o Padre Batista Campos, que no Sertão Paraense costumava benzer pedaços de pau utilizados como armas pelos rebeldes.
  
     Em Janeiro de 1835 conquistaram Belém, porém por falta de organização entre os seus membros as forças regenciais retomaram Belém agindo violentamente contra os cabanos, liquidando-os completamente em 1840.
Combate entre os Soldados da Regência e os Cabanos
www.potalsaofrancisco.com.br 
  
     Os Principais líderes da Cabanagem foram: João do mato, Domingos onça, Mãe da chuva e Gigante do Fumo.
 
Guerra dos farrapos


       Ocorrida no Rio Grande do Sul a mais longa revolta da história do Brasil, durou dez anos de 1835 à 1845. Suas causas estão relacionadas aos problemas econômicos enfrentados pelos produtores rurais gaúchos.

     O estopim para a guerra foi o preço elevado dos impostos sobre o charque produzido no Rio Grande do Sul. O charque juntamente com a criação de gado era a base da economia gaucha. Uma vez que o charque era vendido em diversas províncias brasileiras onde servia de alimento para escravos e pessoas pobres.
Bento Gonçalves
multirio.rj.gov.br

Giusepe Garibaldi
multirio.rj.gov.br

      Com o aumento dos impostos o Rio Grande do Sul, perdeu o mercado consumidor para os produtores do Uruguai e da Argentina países onde também se produzia charque e os impostos chegavam a custar menos.

     Os principais líderes da revolta foram os gaúchos Bento Gonçalves e o italiano Giuseppe Garibaldi. O levante teve seu inicio em setembro de 1835, que sob o comando de Bento Gonçalves dominaram Porto Alegre, o governo central reagiu mas não teve forças para derrotar os revoltosos.
    Com a expansão do movimento, em 1836 os farroupilhas fundaram a República Rio Grandense. Já em 1839 o movimento ampliou-se com a conquista de Santa Cantarina, e a fundação da República Juliana.
Durante o Segundo Reinado em 1845 o Acordo de Paz entre as tropas imperiais e as forças farroupilhas, enfim foi assegurado. Esse acordo assegurava diversas exigências dos fazendeiros gaúchos como a não punição dos revoltosos e a incorporação dos soldados e oficiais do exército farroupilhas ao exército imperial.
                                                               
 Sabinada
Sabinada, uma revolta promovida por escravos
brasilescola.com
        Rebelião que teve seu início em 1837, liderada pelo médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira, ocorrida na Bahia após a renúncia do Regente Feijó.

        Tinha como objetivo instituir uma República na província enquanto o príncipe herdeiro fosse menor de idade.

        Com o apoio de parte do exército baiano os sabinos os sabinos tomaram o poder em Salvador, me 7 de novembro de 1837. Porém muitos fazendeiros com medo de que os escravos fossem libertados, mudaram rapidamente de lado e passaram a apoiar as forças imperiais enviadas para combater os sabinados.

        Em março de 1838 a rebelião estava controlada. Durante os combates inúmeras casas de Salvador foram incendiadas e mais de mil pessoas morreram. Seus líderes foram exilados.

Balaiada


Fezedores de balaios
www.historiabrasileira.com.br
     Desencadeou-se por conta da crise econômica do Maranhão, que ocorreu por conta da queda do algodão, que era a sua principal riqueza.
       A crise aconteceu por causa da concorrência com o algodão dos Estados Unidos que era mais barato e de melhor qualidade.
    Quem mais sofria as consequências dessa crise era a população pobre: vaqueiros, sertanejos, escravos e artesãos, mas a crise atingiu todas as camadas sociais.
     Essa população se uniu aos profissionais maranheses que trabalhavam nas cidades e formavam o grupo dos ben-ti-vis, para lutar contra os grandes fazendeiros do Maranhão e contaram com a participação dos sertanejos pobres.
    Os principais líderes da Balaiada foram: Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, que era fazedor de balaios, de onde surgiu o nome balaiada e Cosme Bento das Chagas (chefe de um quilombo) e Raimundo Gomes que era vaqueiro.
Estátua de Raimundo Gomes, um dos líderes da Balaiada, localizada em Caxias, no  Maranhão
http://abucaxias.blogspot.com/2010/08/conheca-o-local-do-proximo-cr-norte.html
     Conquistaram Caxias, uma das Cidades mais importantes do Maranhão, porém como não havia clareza de objetivos entre os líderes ao assumir o governo, o que possibilitou a sua derrota.
    Os Bem-ti-vis abandonaram os sertanejos e apoiaram as tropas e por conta disso o combate foi duro e violento, terminou em 1841, com a morte de cerca de  12 mil sertanejos e escravos.

Exercício:

1) Onde se deflagrou a revolução Farroupilha?

2) Quais foram os principais líderes da Balaiada?

3) Onde aconteceu a Sabinada?

4) Disserte sobre o ato adicional.

Bibliografia:

COTRIM, Gilberto – História e Consciência do Brasil, 7ª série, 1ª edição, 1991, editora saraiva.
REIS, Anderson Roberti dos; MOLOOKA, Débora Yumi – Para viver junto: História 8º ano: ensino fundamental, 1ª edição. Ver. São Paulo, edições SM, 2009 – Para Viver Juntos.
 

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